Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

Para refletir...

"Todo mundo está pensando em deixar um planeta melhor para nossos filhos... Quando é que pensarão em deixar filhos melhores para o nosso planeta?

Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

258 fotos para tirar uma!


Ufa. Fazer fotos de mulheres é a coisa mais difícil que tem. Essa foto aí, de minhas colegas de trabalho me deu foi muito trabalho na tarde desta quarta-feira. Todo fotógrafo sabe que, ao clicar uma mulher, terá que fazer isso umas 43 vezes até que ela realmente se goste na foto. Isso se ela estiver devidamente maquiada e preparada para a foto, senão tem que esperar...

Agora, imagine seis mulheres duma vez só. Você multiplica 43 vezes para cada uma das seis, que que dá o número de vezes que eu tive que fotografar a Patrícia, a Sandra, a Suzana, a Valéria, a Débora e a Tatiane! A cada clique, eu mostrava a foto para a avaliação das moças. Uma gostava e as outras cinco reprovavam. Fazia de novo. Cinco gostavam e uma não. E ia de novo. Sei que fiz umas 258 fotos até acertar uma em que todas se gostassem. (As outras 257 fotos saíriam quase iguais a essa, na minha opinião. Na delas, tava tudo diferente, claro...). Leia o blog da Sandra Siqueira, clicando aqui e saiba a razão da foto.
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Agora entendo porque o JR. Duran faz mais de mil fotos de cada editorial que produz...

Mas é brincadeira, meninas. Adoro vocês. Abração!

Parque Zamperetti: que tal estacionar antes do pórtico?


A rua que dá acesso ao parque Zamperetti está sendo pavimentada. É uma melhoria que vai beneficiar os moradores daquele trecho e também os visitadores deste recanto ecológico. No entanto, acredito que agora com o calçamento fica mais fácil de estacionar fora do parque, antes do pórtico de entrada.

Afinal, não acho que as pessoas devam entrar com carro lá para o meio da natureza. Afinal, tem gente que vai e liga som de carro e aí dê-lhe música sertaneja, bandinha, pagode, rock ou o escambau.

Além de gerar um incômodo para quem gosta de ouvir os sons da natureza, ainda causa um estresse nos animais que existem por lá. O parque é lindo do jeito que é, no estilo rústico que é e penso que quanto menos carros em volta das árvores, melhor se aproveita o passeio. Ainda mais com algumas pessoas levando bebida, sacolas plásticas e afins lá para dentro. O pior, nesse caso, é não recolher o lixo, claro.

Duvido que vá faltar gente para espernear e se fazer de vítima, diante dessa minha sugestão:
- Mas como? Que absurdo impedir o acesso de carros ao parque. E o direito de ir e vir?

Argumentos assim não vão faltar, mas acho que a natureza e o bem coletivo estão acima de possíveis críticas e seria uma pequeno sacrifiozinho que todos poderíamos fazer. Penso que a melhor coisa, para o parque, seria restringir o acesso de veículos após o pórtico. É a minha sugestão!

Dia Mundial do Disco Voador


A data de hoje, 24 de junho, é marcado por algo muito mais importante do que as fogueiras de São João. Foi no dia 24 de junho de 1947 que o piloto americano Keneth Arnold testemunhou que avistara durante um voo nove objetos não-identificados voando em altíssima velocidade. Diante do fato, a imprensa foi convocada e o ocorrido foi relatado, causando verdadeiro pavor nas mentes daquela época que não conseguiam sequer imaginar que existia vida lá fora (deixamos de ser os filhos prediletos de Deus, né?). De lá para cá, foram surgindo muitos outros casos que não tiveram a mesma abertura por parte dos Governos que trataram de omitir e desmentir muitos dos casos. Hoje, para muitos, a possibilidade de vida fora do Planeta Terra é tido como uma irrealidade (apesar do universo ser absurdamente imenso).

O dia 24 de junho, Dia Mundial do Disco Voador, é reconhecido por toda a comunidade internacional de Ufologia, ciência que estuda os indícios de vida em outros planetas. A exemplo de outros países, o Brasil também possui um centro de estudos sobre esse assunto que é o Instituto Nacional de Investigação de Fenômenos Aeroespaciais.


Melhores filmes sobre o assunto (na minha opinião)

Livros em papel higiênico


A moda vai começar a pegar. Em alguns países, já existem clássicos da literatura sendo impressos no papel higiênico, tornando-se um atrativo para quem lê no banheiro. Até o baladado escritor japonês, Koji Suzuk, que escreveu o livro "O Chamado" (que originou o filme de mesmo nome) aderiu a idéia. Ele lançou uma história de terror especialmente para esse formato, contando a história de fantasmas que se escondem no banheiro.

Taí: baita ideia. Quando for lançar meu livro, vai ser em formato de papel higiênico. Aí, o leitor decide o que fazer...

Transformers 2- A Vingança dos Derrotados


Eu gosto de todo o tipo de filmes. Brasileiros, europeus, argentinos ou americanos. Se um filme não conquistar a minha atenção em cinco minutos, dispenso. O cinema é uma arte e se apresenta das mais variadas formas. Seja como reflexão, seja como diversão. E quer saber? Eu assisti ao primeiro Transformers no cinema e me diverti pra caramba. É diversão escapista? É! É uma bobagem sem tamanho? É! Mas o filme diverte mesmo é pelos absurdos efeitos especiais. E está estreando no Brasil a continuação do filme, que se chama Transformers- A Vingança dos Derrotados. O trailer, acima, dá uma ideia da produção, que é baseada num desenho que muito assisti quando era criança.

Confesso: eu também tinha uns carrinhos que viravam robôs...

Valeu, Diário!


Agradeço ao jornal Diário de Santa Maria pela publicação de meu texto Em Pedaços, (edição do dia 23 de junho) que faz parte do livro de Contos da coleção Santiago do Boqueirão Seus Poetas quem São. Essa é a quarta vez que o jornal reproduz um texto meu. Valeu!

Abraço para o professor e colunista Orlando Fonseca.

Terça-feira, 23 de Junho de 2009

A arte fala por si...


Charge do Iotti, publicada em Zero Hora.

Mas que ternura, tchê!


A moça seminua aí da foto se chama Lydia Guevara e está engajadíssima numa campanha para promover o vegetarianismo no mundo. A campanha é organizada pela Peta, que luta na defesa dos animais. E, como sempre, apresenta uma celebridade nua por uma boa causa. No caso, a moça está coberta só por um cinto, onde a munição são cenouras. A campanha diz "Junte-se à revolução vegetariana". Sabe quem é a moça nua? Neta do revolucionário Che Guevara. Hay que endurecerse...

A credibilidade no lixo!


No último sábado, postei a foto acima neste blog porque tinha realmente ficado intrigado com a credibilidade de uma financeira que sai colocando cartazes em postes e lixeiras, contribuindo com a depedração do patrimônio público e, especialmente, lesando pessoas em busca de dinheiro. Fiquei feliz de saber que a Prefeitura, através de seus setores de fiscalização, já deu jeito na bagunça e fez um alerta para a população a respeito desse assunto. A tal empresa, Finacredi, não atende em nossa região. Fica o alerta: se alguém vir gente colando cartazes em lugares públicos novamente que ligue para a Prefeitura e denuncie.

Abraços ao amigo Rafael Nemitz.

Pagando para passar trabalho


Outro dia, o Ruy Gessinger comentou que no futuro os japoneses (e outros) vão pagar muito dinheiro para virem aqui para a nossa região do Vale do Jaguari, abdicando de todo o conforto moderno só para dormir em barracas no meio do mato.

Exagero? Que nada. Isso é olhar para o futuro. Veja só o que já acontece na Nova Zelândia (foto), onde milionários pagam uma fortuna para se hospedar em carroças decoradas como as velhas caravanas do velho oeste americano. Tudo muito rústico, mas em contato direto com aquilo que o dinheiro não pode fabricar: natureza!
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Ruy, aceito entrar de sócio contigo (fifty-fifty)para trazer os nipônicos lá para a fazenda Mimosa, para fazer um rural-tur, onde eles vão conhecer os jacus, as siriemas e tomar banho de sanga. Dá para tirar uma grana da japonesada. Que tal?

Mal de proposta indecente. É brincadeira. Abraços e valeu pelo passeio!

O tempo passa...

...o tempo voa. Mas dependendo de como você encara isso, tudo fica numa boa. Confira como eram quando criança e como são hoje algumas celebridades do cinema e da música:


Madonna: Nas versões "Like a Virgin" e "Like a Bitch"

Daniel Radliff: Harry Potter com cabelo no peito.

Lindsey Lohan: "Um dia vou parar de usar calcinhas"...

Drew Barrymoore em versão anos 80 e 2000: Ela continua uma graça.

John Travolta: Um Etêzinho que veio para a Terra trazer a Cientologia? Stain Alive!

Kate Winslet: "Vou fazer filmes e aparecer pelada em todos."

Scarlett Yohansson: "Eu sei que sou bonita e gostosa. Eu sei que você me olha e quer..."

Natalie Portman: "Ei, ei: lembra dos meus cabelos? Continuam os mesmos! E também a minha pele e os meus olhos e o meu sorriso..."

Alice no País das Maravilhas


Outro dia, assisti A Fantástica Fábrica de Chocolate, estrelado por Johnny Depp e dirigido por Tim Burton. Além desse, a dupla também filmou Edward- Mãos de Tesoura, Ed Wood, A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça, A Noiva-Cadáver e Sweeney Todd. E, para o final deste ano, sairá Alice no País das Maravilhas, com Depp interpretando o Chapeleiro Louco (veja a foto). Confesso que, quando criança, tinha medo do Gato Risonho (também tinha medo da Cuca, do Sítio do Pica Pau Amarelo, mas aí já é outra história...). Além de Johnny Depp, há Christopher Lee e Anne Hathaway no elenco.

O grande barato dessa produção é que o filme chegará no cinema em 3D, colocando o público dentro do universo de Alice no País das Maravilhas, imaginado por Lewis Carrol e, claro, com aquele toque mágico do Tim Burton.

Garota das 56 estrelas tatuadas admite que mentiu


Foi uma noticiazinha boba, mas ganhou o mundo e foi divulgada na TV e nos jornais (como disse outro dia, por causa da força do Youtube...). A jovem belga que teve 56 estrelas tatuadas no rosto por erro do tatuador, que as teria feito enquanto ela dormia. "Eu tinha pedido só três", ela garantiu. O tatuador se defendeu dizendo que ela tinha, sim, pedido que fossem feitas as tatuagens daquela forma, mas tinha inventado a história de ter dormido porque o pai dela tinha ficado furioso. Com toda a mídia em cima, o tatuador concordou em pagar a cara cirurgia para remoção.

Agora, arrependida, a mocinha voltou atrás, admitiu que estava mentido e que estava consciente quando foram feitas as tatuagens.

Não vamos julgar a moça e pensar o seguinte: se ela errou ao expor um profissional, teve a grandeza de admitir que a culpada era ela. E diante do mundo inteiro. De certa forma, merece palmas. E depois umas palmadas.

Segunda-feira, 22 de Junho de 2009

Casamento de loucos


Como diz a minha mãe "tem louco para tudo". Taí o casal Noah Fulmor e Erin Finnegan comprovando esse dito da dona Celi. É que eles inventaram de casar em condições de gravidade zero a bordo de um boing. A noiva justificou a extravagância:

- Já vi muitos casamentos chatos. Queria uma casamento diferente...

Os dois trocaram alianças enquanto o avião executava manobras em trajeto parabólico, caindo bruscamente e perdendo a altitude para simular alguns segundos de gravidade zero. Os convidados tiveram de controlar a ânsia de vomitar e os noivos não conseguiam coordenar a troca de alianças. Na hora de beijar a noiva, o carinha acabou foi dando uma cabeçada no nariz dela. Os familiares torcem que o casal fique junto para sempre e não invente de se separar e fazer um "divórcio diferente"...

Mais um fiadaputa em Santiago é preso por crime ambiental


Eu nem diria que aos homens falta consciência. Eu diria que o que falta mesmo é inteligência. Se ela existisse em nossas mentes e corações, é certo que não precisaríamos de pilhas de leis, códigos e penalidades. Se os humanos tivéssemos simplesmente um Código Moral a ser seguido, é possível que o planeta se tornasse melhor. Mas isso é utopia, claro.

No último sábado, a Patrulha Ambiental da nossa Brigada Militar de Santiago prendeu um fiadaputa desses que caça por prazer e por esporte, que tinha em sua casa, no interior, esse amontado de carcaças de tatus. Também foram encontrados quatro pacas e duas cotias (animais ameaçados de extinção), no local.

Outro dia, em sua coluna no Expresso Ilustrado, o Froilan Oliveira comentou sobre os casos de hipcrisia, onde há pessoas que pregam uma coisa e fazem outra. Na lista dos hipócritas sugiro incluir também as pessoas que se horrorizam com a foto acima, por exemplo, mas adoram uma carne de caça, vendida clandestinamente.

Desculpem o palavreado, mas eu fico puto com esses carniceiros ambientais...

Foto: Ronald Mendes

Titanic Evolution?


No dia 16 de julho vai acontecer a viagem inaugural do transatlântico Celebrity Equinox. O navio foi construido na Alemanha, tem 315 metros de comprimento, 122 mil toneladas e altura equivalente a um prédio de 14 andares. Além disso, possui um espaço para esporte, com grama de verdade, salas de teatro, dez restaurantes e suítes que oferecem televisões de 52 polegadas e pode transportar quase 3000 mil pessoas. Ou seja, é a população inteira de Unistalda (com direito a ter um Moisés a bordo, abrindo os mares). Como diria um amigo, é um baita troço!!

Para comparar, o Titanic tinha 269 metros de comprimento, pesava 46 mil e 328 toneladas e altura equivalente de 12 andares. Como eu sei? Vi o filme umas seis vezes só...
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Falando em Titanic (filme), o diretor James Cameron quer relançar o filme, com tecnologia 3D sobre as imagens. Sabe como funfeia, né? Você usa um óclinhos e as imagens saltam à sua frente.

Domingo, 21 de Junho de 2009

Ao acaso...


Ele costumava se gabar do próprio nome: Paulo Ricardo. Dizia que era um nome bonito e marcante. E que, assim como o líder do RPM, era um cara bonito. Para ter mais semelhanças com o cantor, ele deixava o cabelo crescer (estilo mullet) e gostava de usar uma jaqueta de couro. Sempre quando chegava em casa, o tio Paulo me enchia o saco: me dava cascudos, me levantava do chão, bagunçava meus brinquedos, me tomava das mãos as minhas revistas em quadrinhos e estava sempre me colocando algum apelido odioso. Mas eu o amava.

O tio não era filho legítimo de minha avó/nossa mãe, assim como eu. A diferença é que eu era neto e tinha sido adotado por ela e meu avô. Ele, não. Não era, como se diz, filho de sangue. Mas o era em todo o seu coração. E, não duvido que no coração de minha avó também houvesse uma predileção por aquele maluco. Afinal, ele tinha uma expontaneidade que nenhum dos outros filhos tinha: quando a enxergava, a erguia nos braços e a chamava de "minha velhinha" e a abraçava. Ele sempre fazia assim quando ficava mais ou menos uma semana sem aparecer, mas agindo como se fizesse um ano.

Eu tinha 11 anos. Numa manhã de sábado, a minha avó (mãe de criação, mãe de coração) me fez levantar às 9h30 min, conforme eu tinha pedido no dia anterior. É que era por volta desse horário que passava o desenho dos Superamigos na TV. Em seguida, ela foi para a cozinha passar café para mim. Naqueles dias, a filha de minha avó e minha progenitora biológica (...) estava passando uns dias por ali.

O desenho dos Superamigos estava começando (lembro até do episódio...) quando ouvi gritos na frente da casa. Corri, abri a porta e vi meu avô (pai) abraçado em sua filha. Ele, com a expressão arrasada. Ela, aos gritos, dizendo "meu irmão, meu irmão".

Nisso, minha avó correu da cozinha assustada e ainda segurando a chaleira de água quente, com a qual estava passando o café. Foi a primeira coisa que vi. Olhei de novo para fora e entendi o que tinha acontecido. Corri até a minha avó e lhe tomei a chaleira das mãos.
- Mãe, por favor, me dá isso aqui. E senta no sofá...

Mas ela não sentou e meu pai entrou na casa e deu a notícia: meu tio Paulo Ricardo tinha morrido. Ou para ser mais exato, tinha se enforcado. Minha mãe caiu de joelhos no chão e foi abraçada por meu pai. Em seguida, chegaram os meus outros dois tios. Em poucos minutos, a casa já estava cheio de vizinhos e parentes e todos choravam e lamentavam.

Saí da sala e fui para atrás de um galpão. Fiquei me lembrando que na última vez em que tinha visto o meu tio, eu o xinguei porque tinha extraviado uma revista minha. Fiquei dando socos na parede e pensando "por que ele fez isso?", "por que foi se matar?"

E fiquei por ali um tempo pois não queria ir para junto de minha família por um motivo que me fez sentir culpado, aos 11 anos:

Eu não conseguia chorar!!!

Um pouco porque em meu último contato com o tio Paulo, eu o tinha xingado por uma bobagem (gostaria de ter lhe dado um abraço). Outro pouco porque eu achava que ele deveria ter pensado antes no sofrimento que a mãe iria sentir e na agonia de todos os outros, em busca de uma razão. E, talvez principalmente, porque eu pensei que a morte era uma coisa inevitável e que fazia as pessoas chorarem por algo que não podiam fazer nada e que sempre bate à porta de todos. Talvez mais cedo, talvez mais tarde. Para o tio Paulo, ela aconteceu aos 23 anos.

Ele me enchia o saco: me dava cascudos, me levantava do chão, bagunçava meus brinquedos. Mas eu o amava.

E, porque hoje estou lembrando desse assunto? Sei lá. Porque durante muitos anos evitei de pensar nele. Até porque lembro a minha mãe, naquelas semanas de luto dizer "que o melhor era esquecer". É que, atualmente, estou enfrentando algumas coisas, situações que...não sei. E eu realmente tenho dificuldades para chorar diante de coisas inevitáveis. Nem é dificuldade, é incapacidade, frieza ou inércia. Ou amálgama.

A gente sempre quer que as coisas sejam diferentes, não é mesmo? Mas somos poeira cósmica enquanto Deus joga dados com o universo. Ou o universo joga dados com Deus...

... ou não necessariamente dados. Não necessariamente Deus. Não sei se acredito muito no acaso. Não sei se acredito muito em Deus...

Sábado, 20 de Junho de 2009

Recolher ou não recolher?

Outro dia, o jornalista João Lemes levantou um assunto na coluna dele e que merece ser debatido: é a questão do toque de recolher. O tema foi levantado depois que um vereador de São Miguel das Missões apresentou um projeto com o propósito de tirar os jovens das ruas a partir das 22h. No Rio Grande do Sul, a cidade de Quaraí já trabalha com isso e, em dois anos, se verificou a redução de 90% de casos de ocorrência envolvendo menores. Vejamos, quem é jovem não gostaria de ter a sua liberdade, digamos, tolhida a partir das 22h e é certo que cairia mais do que pela metade a clientela de postos e bares noturnos. E é certo que haveria alguém a dizer que "querem acabar com a noite santiaguense".

Na boa, é muito melhor que exista um toque de recolher que "acabe" com a noite santiaguense, do que a violência escancarada acabando com vidas de santiaguenses. É um preço a se pagar e entre a liberdade "restrita" e a vida, não há nem o que discutir.
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Falando em bares noturnos, quem sai na noite já se deparou com a famosa frase "me apoia com R$ 2, 5 ou 10 reais". É que na saída de tais espaços sempre há alguns desocupados aguardando para pedir dinheiro. É um novo tipo de assalto, aparentemente mais educado. Ao invés de ficarem às escondidas e assaltaram as pessoas, agora a marginália fica por ali, na vista de todos. E pedem pelo "apoio", de forma educada. Só que ai dos que não apoiarem esses desocupados. Sei de amigos que não "apoiaram" esses vagabundos e acabaram levando uma surra. É nisso que está virada a noite santiaguense para quem não sai de carro ou enturmado. E como todos sabem, não há segurança nas saídas das boates.

E outra: basta lembrar dos últimos casos de morte em frente do GSSGS, Círculo Militar e União que aconteceram nos últimos anos. Quem eram as vítimas e quem eram os envolvidos? Menores de idade!!

Uma visão de Nova Esperança do Sul

Outro lugar que eu gosto muito: as cascatas da gruta de Nova Esperança do Sul. Essa foto eu tirei no ano passado, durante um acampamento com meus amigos Alberto, Alessandro, Liziani, Marcus, Gracieli, Paola, Wendel, Gracieli e, claro, o Chico.

Photo by Márcio Brasil

Uma visão de Jaguari


Em homenagem a minha amiga e blogueira Micheli Tadiello Pissollatto, que mora lá em Porto Alegre, uma foto de sua cidade-natal, Jaguari. Do alto do Obelisco.

Photo by Márcio Brasil

Qual é o crédito?


Fala sério: você pegaria empréstimo de uma firma que cola cartazes em postes e latas de lixo pela cidade, colaborando com a poluição visual e depedração do patrimônio público? Atenção aposentados, pensionistas e enforcados. Tomem todo o cuidado do mundo com essas financeiras, pois o risco é todo seu. Depois, o perigo é de você mesmo acabar numa lata de lixo...

Sexta-feira, 19 de Junho de 2009

"Vocês não tem noção do paraíso que é Santiago!"


Agora à tarde, tive o privilégio de participar de um encontro na escola da URI, ao lado de meu amigo e editor João Lemes, promovido entre alunos da 5ª série e o desembargador Ruy Gessinger, que teve um texto seu analisado e discutido em sala de aula. Os alunos ficaram muito impressionados com um texto do Ruy, publicado na coluna dele no Expresso, onde falava sobre o medo que alguns animais tem do homem. Outro dia, deixei um comentário para ele de que é muito melhor ser analisado e compreendido por meia dúzia de crianças do que por 100 intelectuais. Uma coisa bonita que o Ruy falou hoje:

- Fazer edifícios é muito fácil. O difícil é manter a natureza como ela é, preservar as matas, os rios e os animais. Daqui há 40 anos, haverá japoneses vindo para nossa região e pagando caro para se hospedar no meio do mato, acampandos em barraquinhas. Simplesmente por aqui ainda vai existir essa natureza maravilhosa.

Ele também contou que, quando criança costumava pescar lambaris em um arroio próximo de sua casa, em Santa Cruz. E que aquele arroio não existe mais, pois está debaixo da terra, virou tubulação de esgoto. Também disse que as praias do Rio e do Nordeste e que tanto causam emoções nas novelas da Globo, se transformaram em depósitos de garrafa pet e que todos os dias há tratores e caminhões recolhendo o lixo de madrugada.

As crianças ficaram bastante preocupadas com essa situação e, o mais interessante, compreenderam a riqueza que temos aqui. Apesar do Ruy fazer o seguinte alerta:

- Vocês não tem noção do paraíso que é a nossa região. Não tem ideia do paraíso que é Santiago!

O Ruy foi breve e, em seguida, ele e seu filho Rudolf, acompanhados do músico Paulo Reis proporcionaram instantes mágicos para a galerinha, executando belíssimas canções com seus violinos e violão. Fiquei realmente muito feliz de ter participado deste momento especial e deixo aqui registrado no blog.

Um corvo folgado...

Muito divertida essa foto, publicada pelo Telegraph, da Espanha. Nela, um corvo prá lá de folgado, pegou uma carona nas costas de um abutre. Os corvos são tidos como aves muito inteligentes. Julgando pela imagem, não restam dúvidas disso...

Quinta-feira, 18 de Junho de 2009

O catador


Um catador de papel de uma grande cidade passa na frente de um luxuoso hotel. Ele estaciona sua gaiota próximo do meio-fio e se põe a recolher algumas caixas de papelão, olhando de soslaio para os engravatados, madames e podles que entram no prédio. Na porta, um funcionário embequecado, usando luvas brancas e chapéu abre a porta para quem chega e quem sai, sempre com um largo sorriso. O catador coloca os papelões dentro da gaiota e se retira devagar. Alguém diz:

- Senhor?

O homem não dá bola. Tinham dito "senhor". É claro que não seria com ele. Ninguém lhe tratava por "senhor". Ele ouve passos. Alguém toca o seu braço. Era um funcionário do hotel, que cuidava da garagem.

- Deixe que eu estaciono o seu veículo.

E, sem cerimônia ou demonstrar desdém, assume a condução daquela gaiota suja e enferrujada, tal como se dirigisse uma Mercedez, conduzindo-a até o estacionamento. O catador fica sem entender, até que o porteiro do hotel o chama.

- Senhor, por gentileza...

Sem entender nada de nada, ele vai até o porteiro. O que teria feito de errado? Será que havia alguma coisa valiosa entre aquelas caixas de papelão que recolhera? Será que iriam chamar a polícia ou coisa assim? Talvez fosse melhor fugir, talvez fosse melhor dialogar. E ele foi até o porteiro de luvas brancas com intenção de pedir desculpas pelo que tenha feito de errado. Ainda que sequer soubesse o que tenha feito. Tirou o boné desbotado e limpou o suor antes de encarar o porteiro que, robóticamente, lhe escancarou um sorriso. Em seguida, abriu a porta do hotel para o catador.

- Entre, por favor e sinta-se plenamente à vontade.

"Plenamente", o porteiro disse. E não apenas lhe sorriu com a boca escancarada, mas também com os olhos. O catador foi entrando naquele saguão de mármore, tão enorme que produzia eco do barulho que seus chinelos Havaiana (pé dum, pé doutro) fazia em seus calcanhares. Há anos, passava todos os dias na frente do enorme prédio e até evitava olhar para dentro, sentindo-se insolente. Não hoje. Ele tinha sido convidado a entrar, sabe-se lá por qual motivo. E foi entrando, esperando que o enxotassem a qualquer momento. Mas, curioso como uma criança, ele foi se encantando com tudo aquilo que estava diante dele. Coisas que ele já tinha visto ou ouvido falar pelas novelas da Globo. Um funcionário do hotel se achega, atencioso, perguntando de sua bagagem.

- Eu...não tenho nada, não, moço.
- Então, deixe que eu carrego o seu chapéu!

E com toda o respeito e reverência, o rapaz se põe a carregar o boné do catador, conduzindo-o até a porta do elevador.
- Entre! Quer que eu ou conduza até a sua suíte ou o senhor gostaria de conhecer o nosso restaurante?
- Eu...não sei. Posso dar uma olhadinha no restaurante?

Já que ele tinha oferecido, por que não? Quando chegasse em casa, o catador poderia contar para a esposa e seus cinco filhos a respeito desse dia. E também para os primos. E os vizinhos. E um dia, até para os netos. Chegaram no restaurante, onde homens e mulheres bem vestidos e perfumados saboreavam pratos requintadíssimos. Ao enxergá-lo, o gerente do restaurante não fez cerimônia. Estendeu a mão para cumprimentá-lo alegremente e, em seguida, puxou a cadeira para que sentasse.

- O senhor nos daria o privilégio de desfrutar das especialidades de nosso restaurante? Faço questão. E vou mandar que lhe tragam o melhor vinho que temos. Sinta-se plenamente à vontade! Sua estadia é por nossa conta!

E ali estava o catador, admirado das maravilhas desse novo universo. Os bacanas, como costumava chamar os engravatados, eram realmente bacanas. Gente educada. Lhe tratavam bem e sequer se importavam com seus chinelos Havaiana, sua camiseta velha e sua calça surrada. Não julgavam pela aparência.

Depois de deliciar-se com as comidas e os vinhos, o catador foi levado para a suíte. Entrar naquele quarto foi como se entrasse num disco voador. Bastava apertar um botão que o ar ficava quente ou frio. Bastava apertar um botão que uma tela de cinema se iluminava. Bastava apertar um botão que a banheira lhe massageava o corpo escalavrado. E o vaso sanitário, então? Era mais limpo que os copos de massa de tomate que usava para beber cerveja. Da janela do quarto, ele enxergava um outro universo, uma outra cidade, que não era a mesma cidade de todos os dias. Ele via prédios que nunca tinha visto, praças que não pareciam estar ali, um trânsito tão perfeito. E ele, que nunca tinha voltado o seu olhar para cima estava vendo a vida acontecer, lá embaixo. E bem ao longe, distante dali, enxergava a pontinha do bairro onde morava, lá no morro. Toca o interfone. Era o pessoal da recepção, preocupado com o seu bem-estar. "Se desejar alguma coisa", ofereceram.

- Quero jogar canastra!

Em dois minutos, vieram três funcionários. Um trazia o baralho. Outros dois vieram para formar as duplas. E durante algumas horas, o catador jogou canastra e tomou cerveja (em taças, em taças!!) com seus amigos do luxuoso hotel de onde catava papelão. Pareciam velhos conhecidos. E talvez fossem mesmo. Ele até se sentiu culpado de não reconhecê-los da rotina diária de cruzar por ali em frente. Talvez eles lembrassem dele e, hoje, casualmente no dia do seu aniversário o estivessem presenteando com um pouco de gentileza.

- Acho que preciso ir. Perdi a minha rota hoje, mas valeu a pena.

Os funcionários do hotel ficaram preocupados com sua decisão de ir embora
- Mas por que? O senhor não gostou de nosso hotel?
- Que avaliação o senhor fez de nosso serviço?
- Alguma coisa não está de seu agrado?

Ele não entendia o porquê de tanta preocupação. Queriam saber da sua opinião. Mas, para ele, que não entendia muito dessas coisas de gente bacana, estava tudo bem. Se despediu dos novos amigos. E até deu o seu boné de presente para um dos rapazes. Na recepção apertou a luva branca do porteiro, que desejou que ele voltasse em breve. E lhe escancarou um sorriso colgate. O outro funcionário vinha conduzindo a gaiota de papelão. E, feliz da vida, o catador voltou a cumprir o seu ofício. Chegou em casa atrasado e todos riram de sua história, de seu delírio.

- Vocês vão ver. O pessoal é meu amigo!

E foi tanto que riram-se dele, e foi tanto que ele se revoltou com as provocações, que fez questão de levar a mulher e os filhos para o acompanhar no dia seguinte. Ele nem levou a gaiota para não atrapalhar. Como o hotel tinha muitos quartos, seus amigos achariam um cantinho para seus parentes passarem um dia de bacanas, como ele tinha passado. Ao chegar na recepção do hotel com a mulher e a filharada, o homem do sorriso colgate olhou-os como se fossem cárie.

- Peço que se retirem daqui antes que chame a polícia!
- Mas sou eu, lembra? O pessoal aí é meu amigo!
- Foi um engano que cometemos. Apenas isso.

Mas o homem fechou a cara e não se mostrou disposto a dar explicações. O filho mais novo do catador puxou-lhe pela camisa.

- Vem pai. Vambora!

Há alguns metros, uma pilha de papelão. Pena não ter trazido a gaiota, mas não podia perder todo aquele material. E cada filho juntou algumas caixas para levar para casa. No meio do lixo, o seu boné desbotado, com o qual tinha presenteado um funcionário do hotel.

- Eles devem ter ficado magoados porque eu quis ir embora...

Resignou-se. E foi embora com sua família. Um pouco cuidava as caixas de papelão nas lixeiras. Outro pouco olhava para o alto dos prédios...

Quarta-feira, 17 de Junho de 2009

Luana da Motta Diello


Foi numa tarde de dezembro de 2007. A Luana e eu estávamos na carroceria de uma camionete do CFC Santiago, exaustos no último dia de uma campanha de arrecadação de alimentos que fizemos junto dos amigos Lígia Rosso, Mayara Oliveira e César Braga, entre muitos outros. A Luana estava superfeliz de estar participando daquela ação e me confessava algumas coisas de coração (há poucos dias ela tinha trocado o primeiro beijo com meu melhor amigo, o Chico). Eis que ela me olha e diz:

- Sabe de uma coisa? Tu é meu melhor amigo.

A declaração expontânea da loira me fez perder a graça, até porque fazia poucos meses que a gente se conhecia e a lógica logo martelou na minha cabeça que era um exagero dela dizer aquilo. Ao mesmo tempo em que fiquei vaidoso com a declaração, também tive impulsos de dizer o mesmo, mas travei. Sabia que soaria forçado. Limitei-me a dizer que gostava muito dela e a considerava uma agradável companhia. Ela gosta de ler, escrever e se interessa por assuntos místicos, assim como eu.
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Exatos dois anos depois de ter conhecido a Luana, percebo que se tivesse dito naquela época que, sim, ela era também minha melhor amiga, não estaria mentindo. Ela está prestes a completar um ano de casamento com o Chico, ao mesmo tempo que festejará um ano do filho deles, o Jones. Hoje em dia, ela é minha grande confidente e ombro amigo. E, da mesma forma, procuro estar disposto a fazer o mesmo por ela. Seguido, a Luana também me liga para contar sobre alguma proeza nova do Chico ou para ajudá-la a dissuadí-lo de alguma ideia estapafúrdia. Ou incentivá-lo. Ou, simplesmente, para conversar com ele. Semanalmente, a gente se reúne para assistir filmes, tomar vinho, bater altos papos e dar boas risadas. Outro dia estava indo embora, enquanto o Chico e a Luana me levavam até a porta. Parei e disse:

- Chico, tu é o meu irmão. E, Luana, tu é minha melhor amiga!

E, como eu disse outro dia, temos amigos de verdade e amigos sociais. E são os amigos de verdade que nos defendem. E são os amigos de verdade que nós defendemos.


Foto: Luana e Jones by Márcio Brasil

Uma visão de Santiago


Está acontecendo na URI, a exposição Santiago 360º. A mostra apresenta fotos produzidas por vários santiaguenses, como Ovídio Fiorenza, Márcio Bertazzo, Ânderson Taborda, João Lemes e vários outros, além de expôr fotografias de pessoas das mais diferentes camadas sociais e segmentos de nossa cidade. Como todos sabem, tenho várias fotografias de Santiago nos mais diversos ângulos. Mas para participar dessa exposição com uma de minhas fotos, optei por entregar esta, acima, que fiz lá na fazenda São Lucas, no interior de Santiago.

Paulo Pinheiro de níver


Quero fazer um breve registro do aniversário do amigo Paulo Pinheiro, grande comunicador da super Rádio Santiago, a emissora da comunidade. Exemplo de profissionalismo, o Pinheiro é uma pessoa inteligente com quem sempre pude travar bons diálogos, seja pessoalmente ou via MSN. Algumas vezes tive o privilégio de também ir até os estúdios da Rádio Santiago para bater um papo e tomar um café com o Pinheiro, que é um ser humano de grande generosidade e aguçado senso crítico. Apresentador do programa Santiago Atualidade, é um comunicador admirado pelos ouvintes e pelos amigos. Para ele, neste dia 17 de junho, o meu forte abraço do tamanho de Santiago do Boqueirão.

Terça-feira, 16 de Junho de 2009

O museu do Barbela


Agora há noite estive na inauguração do Museu das Comunicações da URI. Fui lá para dar um abraço na professora Rosane Vontobel e aplaudi-la pelo sucesso de mais um projeto. O espaço, que ganha o nome do escritor Antônio Manoel Gomes Palmeiro (Barbela), surge como um novo espaço turístico em nossa cidade, já que apresenta mais de 150 rádios de todos os tipos, além de um histórico sobre os meios de comunicação.
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No lançamento deste espaço, estavam lá dezenas de pessoas ilustres de nossa cidade, emprestando um pouco de seu prestígio. Eu, como não sou nada ilustre, fiquei na minha e nos arrebaldes. Ainda bem que encontrei a minha querida Lígia Rosso para conversar e dar algumas risadas e matar um pouco a saudade (eu adoro ela).
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Também conversei brevemente com o professor Clóvis Brum, cumprimentei o Sadi Machado, o César Martins, o Miguel Bianchini, o Diniz Cogo, o Rafael Nemitz, o dr. Maximiliano Stacowiski, o seu Eri Rodrigues, a Jéssica Marques, o dr. Disconzi; a Rosana Dalenogare e fiquei puxando a câmera digital do Jones Diniz, só para não perder o costume de encher o saco dele.

Curtas do Twitter

Pensa bem: tudo começou com uma grande gozada, uma explosão (de prazer?) chamada Big Ben!
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Diplomacia e civilidade são criações do homem moderno para resolver uma briga. Mas, orre, que dá vontade de usar um pedaço de pau!
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As mágoas que mais nos trazem dor são aquelas causadas por pessoas ou ideais que um dia receberam o nosso amor.
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Não mais se enfrenta os inimigos com espadas e cara feia. Hoje, apertamos as mãos, enquanto nos sorriem. Ruim de engolir mas é a diplomacia.
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Depois de anos dando voltas em torno de mim mesmo, percebi que não se chega a lugar algum assim. Isso que é idiota, né?
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O óbvio é a coisa mais difícil de se perceber, é claro...
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Tem coisa mais lamentável do que pessoas que só se lamentam? Você, quieto com seus problemas e tentando resolvê-los sem alarde e aí e vem alguém pra reclamar "oh, dia, oh vida!"
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Síndrome do perseguido ou do excluído. Aquele que acha que fazem coisas contra ele ou que foi o último a saber. E fica magoado. Então, tá!
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Disque-droga. Vc liga e os traficantes vem de moto na sua casa trazer o pó ou a erva que vc quer. Tá louco o teu gato!
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Os traficantes andam tão ousados que daqui uns dias oferecem drogas por débito automático ou na conta do telefone. Isso se já não existir...
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O que dizer quando alguém, que não aceita ser julgado, está sempre julgando? Cada um sabe de sua dor e ela deve ser, no mínimo, respeitada.
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Há os amigos de verdade e os sociais. Os de verdade, nos defendem e os defendemos. Os sociais são os que falam mal da gente. E a gente, deles
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Sugestão do vereador Peixoto para combater o crack: trazer alguém da RBS para palestrar sobre o tema. Que baaaaita ideia. Vai mudar o mundo.
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Filmes que quero muuuuito assistir: Star Trek, Terminator Salvation e o nacional A Mulher Invisível. Pô, o Selton Mello é o nosso Tom Hanks...
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Cidade de Deus em 4º na lista dos 20 melhores filmes estrangeiros. Isso, sim, é motivo de orgulho para o Brasil e não a porra da Seleção!
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Melhores nacionais que vi: Cidade de Deus, Cheiro do Ralo, O Homem que Copiava, Caminho das Nuves, Auto da Compadecida, Abril Despedaçado e Bicho de 7 Cabeças.
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O filme O Curioso Caso de Benjamin Button é o mais procurado das locadoras. Ainda bem. Não aguentava mais as pessoas pedindo Crepúsculo...

No lançamento do livro de Oracy


Olá, meus queridos. Minha semana está novamente abarrotada de trabalho e nem sei por onde começo. Os últimos dias também foram tumultuados para mim, já que na sexta-feira minha mãe baixou hospital, ficando lá até o domingo. Ela está está em casa, é o centro das atenções familiares e está sendo bastante paparicada por filhos, parentes e vizinhos. Não há o que se preocupar, a não ser observar a sua recuperação.
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Bem, no sábado pela manhã estive no calçadão assistindo ao lançamento do livro do escritor Oracy Dornelles (acima, um registro feito pela assessoria do escritor). Este é o livro de número 11 que ele lança e não há dúvidas de que ele tem um valor inestimável para a nossa cultura. Em quase 80 primaveras, o Oracy mantém-se em atividade intelectual e se renova tal qual uma fênix, sempre apresentando novidades. É um escritor genial e (às vezes genioso) que deve ser sempre reconhecido e aplaudido por sua carreira e sua luta.
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O lançamento de seu livro, para quem ainda não sabe ou não soube, aconteceu no calçadão, em frente a lancheria Ponche Verde. Aliás, essa lancheria tem um significado especial para o Oracy que há mais de 40 anos sempre pode ser visto por lá, saboreando uma Pepsi quase todos os dias (às 12h30 é batata encontrá-lo por lá...). Sem dúvida, uma inovação lançar uma obra no calçadão, em meio ao povo. As pessoas passavam por lá e ficavam curiosas com o que estava acontecendo. Sem dúvida, uma experiência que deve ser repetida, pois penso que a arte realmente não pode ficar acondicionada e elitizada. Parabéns ao Oracy pela ideia.
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Durante o lançamento pude conversar e abraçar alguns amigos que por lá estiveram, como a professora Rosane Vontobel e seu esposo Ery Rodrigues, o João Batista Bittencourt Borges, a Fátima Friedriczewsk e sua filha, a Nuraciara; o professor Noé Machado; a escritora Therezinha Lucas Tusi, o Fábio Monteiro, o jornalista Júlio Prates e a biologa Eliziane Mello; o vereador Diniz Cogo, entre outros.
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Fiquei um tempo conversando com o Fábio Monteiro que há pouco completou os seus 22 anos. E fiquei realmente estupefato com algo que ele me contou: que em dezembro último foi acometido de um ataque cardíaco, o guri. E que, por isso, está fazendo tratamento em Porto Alegre, para onde está viajando com certa periodicidade.
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Fábio também me relatou, muito emocionado, que a família do ex-presidente João Goulart está lhe apoiando muito nesse momento delicado, inclusive pagando exames caros, sendo que a primeira bateria de exames deu em torno de R$ 600, pagos pelos Goulart, já que Fábio não tinha condições de arcar com esses custos. Só aí já está humanamente entendível o apoio que o rapaz está dando a Christopher Goulart, neto de Jango. E, apesar do que foi divulgado, Fábio Monteiro não se filiou ao PDT. Eu gosto desse guri. É humilde, esforçado e cresce por seus esforços. Torço pelo sucesso dele.

Quinta-feira, 11 de Junho de 2009

Lógica & Sentimento


Eram dois jovens namorados descobrindo os mistérios do amor. Foi Lógica que cedeu às investidas apaixonadas de Sentimento e resolveu dar uma chance ao rapaz. No príncipio, ela se encantava com as sem razões dele em querer conquistá-la. Ele mandava flores, bombons, dava toques no celular e escrevia poemas. Às vezes, também a convidava para ir ao cinema. Ele gostava de filmes românticos e ela preferia Woody Allen. Mas os dois também foram descobrindo muitas afinidades (e nenhum defeito) e até já planejavam casar e ter uma filha, que se chamaria Felicidade. Fazia dois anos que estavam juntos, mas Sentimento julgava que Lógica não retribuia à altura todo o carinho que ele lhe devotava.

- Mas não peço que me faça ou diga nada. Por que fazer algo por ti que não seja expontâneo pra mim?

Foi a resposta de Lógica. Sentimento encheu os olhos. Queria que ela também mostrasse seu amor.

- Não posso mostrar o quanto te amo. Não sei se o que sinto é tanto quanto devo ou quanto tu mereces, pois não compreendo o que seja o amor.

Sentimento não acreditava no que ouvia. Como a Lógica podia ser tão fria? No Dia dos Namorados, ele ficou em casa controlando os impulsos que tinha de declarar seu amor por ela aos quatro cantos. Agora, ela é que teria que provar que também o amava. Só que ela não o fez. E ele ficou lá, chorando e ouvindo músicas românticas, com o coração partido. (Será que ela tinha outro?). Ela sentia falta dele e de seu romantismo exacerbado, mas aceitou sua decisão de se afastar. Resignada, pensava que talvez Sentimento fosse mais feliz assim, livre. E os dois não se falaram mais e o namoro, quase noivado, terminou. Na saída de uma sessão de cinema, o senhor Tempo (ele era paciente) e a dona Experiência (ela era compreensiva) lamentaram a ausência daquele bonito casal que saia abraçado e comendo pipoca.

- É uma pena. Eram tão lindos juntos. Mas não souberam combinar, a Lógica e o Sentimento.

Foto e texto by Márcio Brasil

Quarta-feira, 10 de Junho de 2009

Oracy lança livro no calçadão neste sábado

O escritor Oracy Dornelles inova no lançamento de seu novo livro “Poesias Novíssimas & Antycqüas”. Ao invés de autografar a obra no Centro Cultural, como costumeiramente fez, o autor estará neste sábado, 13, no calçadão. Às 10h, ele estará em frente da lancheria Ponche Verde onde lançará o seu mais novo trabalho. O livro inclui 284 poemas inéditos e, segundo Oracy, tem um prefácio contundente onde analisa a literatura em Santiago e diz a verdade sobre a Rua dos Poetas. O livro será vendido a R$ 10.

Foto: Oracy Dornelles by Márcio Brasil.